Seção recorrente
RADAR Científico
Uma vez por mês, a SUPERFÍCIE varre a literatura e as novidades do setor em olho seco e superfície ocular e publica o que sobrevive à curadoria: fonte original, nível de evidência e o que muda — ou não muda — na prática.
Arquivo
Ciclos publicados
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Setembro 2026
Ciclosporina, via nasal e higiene palpebral — o que julho–agosto muda (e o que não muda)
O período não entrega classe nova. Entrega o cheque de três ferramentas que o consultório já usa. O idioma continua o do TFOS DEWS III — mecanismo primeiro, tamanho do efeito depois; o vocabulário do consenso ficou no RADAR de agosto, não se republica aqui. Ciclosporina tópica pode ajudar; a certeza é baixa a moderada e a descontinuação sobe. O spray nasal de vareniclina sobe o Schirmer e não fecha o sintoma. O lenço de higiene ganha do soro em quatro semanas e não prova superioridade sobre o ácido hipocloroso. Duas leituras de contexto fecham o pacote de seis: o mapa da via nasal — a vareniclina já aprovada é um caso clínico, não a prova de que todo fármaco nasal chega ao olho — e a revisão de Cooper sobre o cardápio farmacológico e natural da DGM, amplo e ainda sem protocolo único. A pergunta deixa de ser «funciona?» e passa a ser o que cada ferramenta muda, em quanto tempo, e o que ela não promete.
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Agosto 2026
Do sintoma ao mecanismo: o vocabulário clínico está mudando
O período consolidou a transição prática do olho seco como síndrome para precisão por mecanismo e fenótipo. Além de DEWS III, métricas de DGM, eixo intestino–superfície, luz pulsada e o agonista TRPM8, a ampliação do ciclo acrescenta um ensaio de fase 3 de lifitegrast, a dissociação entre camada lipídica e sintoma quando se soma LLLT ao IPL, o acompanhamento de cinco anos da superfície no glaucoma (GITS), a incidência de olho seco sob imunoterapia, e duas leituras honestas de lágrima artificial e vitamina oral — sempre com o tamanho da evidência à vista.
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Julho 2026
Dor crônica da superfície, defeito epitelial e o custo de não separar mecanismos
O ciclo anterior ao de agosto organizou três frentes que o consultório já encontra sem nomeá-las: a dor crônica da superfície que se comporta como condição nociplástica, o defeito epitelial persistente como problema de recurso e não só de colírio, e o olho seco que aparece depois de cirurgia palpebral estética. Em todos os casos, o texto precisa dizer o tamanho da evidência — revisão narrativa, série retrospectiva, associação observacional — para não transformar hipótese em conduta.
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Cobertura
O que o radar monitora
- Literatura científica
PubMed, SciELO e periódicos de referência: The Ocular Surface, Cornea, Ophthalmology, AJO, BJO, IOVS, JCRS e Contact Lens & Anterior Eye.
- Sociedades e congressos
TFOS, ARVO, AAO, CBO e demais eventos da especialidade.
- Indústria e regulação
Aprovações FDA e ANVISA, pipelines farmacológicos e lançamentos de tecnologia diagnóstica e terapêutica.
- Temas da arquitetura editorial
Fenotipagem, diagnóstico multimodal, meibografia, biomarcadores, terapias avançadas, superfície ocular perioperatória, lentes de contato, inteligência artificial e economia clínica.
Governança
Critérios editoriais
A curadoria é editorial e independente. Parcerias comerciais não determinam o que entra no radar nem como uma evidência é interpretada.
- Prioridade para estudos e novidades dos últimos 30 a 45 dias.
- Toda entrada traz fonte original com link, resumo breve e por que importa para a prática.
- Itens sem fonte verificável são descartados.
- Divergências entre fontes são sinalizadas para validação do responsável editorial.
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